Nunca pensei que consideraria a possibilidade de ser tratado como um
cão, contudo o que tenho visto acontecer nos últimos 20 anos me leva a ponderar
sobre tal assunto.
Há uma ONG em Recife que recebe
doações que chegam a R$. 6.000,00 por mês e atendem cerca de 50 cães de uma
única vez. Lá o cão é bem tratado, com direito a banho, tosa, medicação, boa
alimentação e um bom local para repouso. Essa não é a maior ONG no Brasil. Se
fizermos uma pesquisa iremos verificar o número crescente de ONGs em todo
território brasileiro voltado ao cuidado de cães de rua.
Isso é motivo de muita alegria, pois Deus não criou os animais para
serem molestados ou ignorados! É louvável o que essas pessoas fazem com os cães
de rua. Conheci uma mulher em Colombo/PR que amava seus cães mais que qualquer
coisa nesse mundo. Tive o privilégio de conhecê-la e tê-la como amiga. Fui
testemunha das inúmeras vezes que chegou à sua chácara com o carro cheio de
cães de rua. Alguns quase morrendo e sem qualquer perspectiva. Aquela mulher
distribuía amor, atenção e como não poderia deixar de ser, muito dinheiro
também. Tudo em prol da recuperação de cada cãozinho tirado da rua.
Diante disso pergunto: Será que
muitos homens, mulheres e crianças que hoje vivem nas ruas de nossa cidade não
gostariam de serem tratados como esses cães?
Pensem sobre o que as Escrituras
nos ensinam:
· “Portanto cada um de nós agrade ao seu próximo
no que é bom para edificação”. -Romanos 15:2;
·
“Honra teu pai e tua mãe, e amarás o teu próximo
como a ti mesmo”. – Mateus 19:19;
·
“Porque toda a lei se cumpre numa só palavra,
nesta: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”. – Gálatas 5:14;
·
“Ninguém busque o proveito próprio; antes cada
um o que é de outro”. – 1 Coríntios 10:24;
·
“A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor
com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei”. –
Romanos 13:8.
O cenário atual reflete que não
enxergamos nosso próximo nem mesmo como cães! Já pensaram nisso!? Hoje muitos
dos que nos cercam dariam tudo para que conseguíssemos enxergá-los como cães de
rua e consequentemente daríamos água, pão, roupa e quem sabe o conduziríamos
para um local quentinho para dormirem.
Como temos tratado uns aos
outros? Talvez o desafio de cuidarmos de um estranho seja grandioso demais para
muitos, mas então formularei outra pergunta: Como temos tratado nossos irmãos
em Cristo? Nossa família, como tem sido tratada? Nossos amigos?
Percebem agora que não há muita
diferença! Não depende daquele que está a nossa frente, depende do que temos em
nossos corações! Se nosso coração está cheio do nosso desejo e de nossa
vontade, com certeza nosso próximo morrerá desejando ser tratado, pelo menos,
como um cão, mas se os nossos corações estiverem cheios do Espírito Santo,
então tomaremos posse dos textos acima e assumiremos nossa identidade de
cidadãos celestiais/embaixadores de Cristo.
Pensemos nisso!
